Escola Associada | UNESCO

Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO | Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Num momento em que o mundo enfrenta uma crise sanitária, económica e social sem precedentes, não devemos esquecer que a pandemia de Covid-19 se sobrepõe a uma "pandemia de sombras", a da violência contra raparigas e mulheres. Antes da pandemia, estimava-se que, todos os anos, 243 milhões de mulheres e raparigas entre os 15 e os 49 anos de idade eram vítimas de violência física ou sexual perpetradas por um membro da sua família imediata. Infelizmente, é provável que este número aumente, uma vez que muitas raparigas e mulheres tiveram de ser confinadas com os seus agressores. Segundo dados disponíveis em muitos países, a violência doméstica já aumentou, em média, 30%. As raparigas também parecem estar numa situação de risco muito elevado: de acordo com a ONG Save the Children, poderá haver mais um milhão de gravidezes forçadas em 2020, e mais dois milhões de mutilações genitais nos próximos 10 anos. Contudo, esta violência não é apenas física: é também económica e social. Está, ao mesmo tempo, a ramificar-se cada vez mais online, tomando nomeadamente a forma de assédio sexual nas plataformas e redes. Todas estas formas de violência vêm de longe: estão enraizadas nas mentalidades e nas desigualdades sistémicas de género.

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Diretora-Geral da UNESCO | Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

"A pobreza é mais do que privação, é servidão", escreveu o filósofo suíço Henri-Frédéric Amiel.

Este pensamento recorda-nos que, fundamentalmente, a pobreza é um atentado à dignidade humana e aos nossos valores humanistas. A pobreza provoca sofrimento e privação, impede o gozo efetivo dos direitos e das liberdades fundamentais, e afeta ainda mais intensamente os mais vulneráveis, em particular as mulheres e as crianças. Embora a taxa de pobreza extrema tenha diminuído entre 1990 e 2015 como resultado dos esforços consideráveis envidados a nível mundial, temos agora de nos mobilizar para mantermos esta tendência - pois devido às consequências económicas e sociais da pandemia de COVID-19, existe o risco de inversão desta dinâmica.

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Mensagem de Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO | Dia Internacional da Educação

Neste dia Internacional, celebramos o poder considerável da educação para agir em favor dos “4 P” dos quais depende o nosso futuro: agir para as pessoas, para a prosperidade, para o planeta e para a paz. Este dia representa assim uma oportunidade para recordarmos que a educação é um recurso valioso para a humanidade; mas é também um recurso demasiado escasso para milhões de pessoas em todo o mundo. A crise mundial da aprendizagem, que os dados do Instituto de Estatística da UNESCO confirmaram, deve ser um motivo de preocupação maior. De facto, uma crise da aprendizagem é também uma crise para a prosperidade, para o planeta, para a paz e para as pessoas, pois a educação é a chave de todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A UNESCO, que desempenha um papel de coordenação da ação da comunidade internacional para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 4 “Uma educação de qualidade para todos”, tem uma responsabilidade acrescida nesta matéria. Por este motivo, estamos a agir em prol de cada um destes “4P”.

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“Jovens professores: o futuro da profissão” | Mensagem de Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO

"A arte suprema do professor consiste em despertar o entusiamo pela expressão criativa e pelo conhecimento".

Hoje, seguindo a lição de Albert Einstein, celebramos a experiência, a energia e a paixão dos professores, que são a pedra angular dos sistemas educativos do futuro. Os professores desempenham também um papel central na regeneração da sua própria profissão.

Sem uma nova geração de professores motivados, milhões de alunos serão privados, ou continuarão a ser privados, do seu direito a uma educação de qualidade. Torna-se muito difícil atrair e reter talentos naquela que é uma profissão mal paga e subvalorizada.

As taxas de abandono escolar disparam a nível mundial, em parte devido à precariedade do emprego e às escassas oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo. Além disso, faltam recursos para as crianças com necessidades educativas especiais, com deficiência, refugiadas e alunos multilingues. Hoje, é urgente agir.

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