Escola Associada | UNESCO

Dia Mundial da Língua Portuguesa

A data de 5 de maio foi oficialmente estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) - uma organização intergovernamental, parceira oficial da UNESCO desde 2000, que reúne os povos que têm a língua portuguesa como um dos fundamentos da sua identidade específica - para celebrar a língua portuguesa e as culturas lusófonas. Em 2019, a 40ª sessão da Conferência Geral da UNESCO decidiu proclamar o dia 5 de maio de cada ano como "Dia Mundial da Língua Portuguesa". A língua portuguesa é não só uma das línguas mais difundidas no mundo, com mais de 265 milhões de falantes espalhados por todos os continentes, como é também a língua mais falada no hemisfério sul. O português continua a ser, hoje, uma das principais línguas de comunicação internacional, e uma língua com uma forte extensão geográfica, destinada a aumentar, 3,7% da população mundial fala português. É a quarta língua mais falada no mundo como língua materna, a seguir ao mandarim, inglês e espanhol (observatório da língua portuguesa). O português é a quinta língua mais utilizada na internet, teve uma taxa de crescimento de quase 2000 % entre 2000 e 2017, é a terceira ou a quarta mais utilizada no Facebook!

Mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas, para ver clique AQUI

“Dia Mundial da Língua Portuguesa – uma língua, tanto para unir”, criado pela agência DDB Portugal, para ver clique AQUI

Dia Mundial do Livro

 

Celebremos!

A UNESCO instituiu em 1995 o Dia Mundial do Livro. A data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial - foi a 23 de abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e também o dia em que nasceu e morreu o famoso escritor inglês William Shakespeare. A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de abril, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo. A data serve ainda para chamar a atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e para o desenvolvimento económico. Na biblioteca do faraó Ramsés II estava escrito por cima da porta de entrada: «Casa para terapia da alma». É o mais antigo mote bibliotecário. De facto, os livros completam-nos e oferecem-nos múltiplas vidas. São seres pacientes e generosos. Imóveis nas suas prateleiras, com uma espantosa resignação, podem esperar décadas ou séculos por um leitor. Somos histórias, e os livros são uma das nossas vozes possíveis (um leitor é, mal abre um livro, um autor: ler é uma maneira de nos escrevermos).

Afonso Cruz, in O Vício dos Livros, 2021

Mensagem de Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO | Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial | 21 de março de 2021

A COVID-19 tem tido consequências devastadoras para as populações de todo o mundo, mudando a forma como vivemos, trabalhamos e socializamos. Contudo, embora todos sejamos vulneráveis a esta doença, alguns são mais vulneráveis do que outros. Entre as minorias raciais e étnicas, por exemplo, a pandemia está a ter um custo desproporcionalmente elevado. Para resolver esta situação, em dezembro de 2020, a UNESCO adotou o Apelo Mundial contra o Racismo. Salientando que "a pandemia de COVID-19 desencadeou, por sua vez, uma perigosa pandemia de desinformação, discurso de ódio e violência contra certas etnias ou nacionalidades", este apelo enfatiza a necessidade urgente de combater o racismo e a discriminação que continuam a atormentar as nossas sociedades. No momento atual, em que as vacinas oferecem uma nova esperança para o futuro, devemos não só permanecer firmes nos nossos discursos e convicções, mas também transformar as nossas palavras em atos No momento atual, em que as vacinas oferecem uma nova esperança para o futuro, devemos não só permanecer firmes nos nossos discursos e convicções, mas também transformar as nossas palavras em atos. Por este motivo, neste Dia Internacional, a UNESCO exorta a humanidade a defender a justiça social e a igualdade, e a atender ao apelo contra o racismo e a discriminação, tendo em vista a construção de uma sociedade mais inclusiva e tolerante - uma sociedade livre de todas as formas de violência. No entanto, não podemos fazer isto sozinhos. Este esforço mundial depende do empenho dos governos, da sociedade civil, das comunidades académicas e científicas, do setor empresarial, das partes interessadas e das organizações internacionais. No entanto, não podemos fazer isto sozinhos. Este esforço mundial depende do empenho dos governos, da sociedade civil, das comunidades académicas e científicas, do setor empresarial, das partes interessadas e das organizações internacionais.

Ler mais...

Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO | Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Num momento em que o mundo enfrenta uma crise sanitária, económica e social sem precedentes, não devemos esquecer que a pandemia de Covid-19 se sobrepõe a uma "pandemia de sombras", a da violência contra raparigas e mulheres. Antes da pandemia, estimava-se que, todos os anos, 243 milhões de mulheres e raparigas entre os 15 e os 49 anos de idade eram vítimas de violência física ou sexual perpetradas por um membro da sua família imediata. Infelizmente, é provável que este número aumente, uma vez que muitas raparigas e mulheres tiveram de ser confinadas com os seus agressores. Segundo dados disponíveis em muitos países, a violência doméstica já aumentou, em média, 30%. As raparigas também parecem estar numa situação de risco muito elevado: de acordo com a ONG Save the Children, poderá haver mais um milhão de gravidezes forçadas em 2020, e mais dois milhões de mutilações genitais nos próximos 10 anos. Contudo, esta violência não é apenas física: é também económica e social. Está, ao mesmo tempo, a ramificar-se cada vez mais online, tomando nomeadamente a forma de assédio sexual nas plataformas e redes. Todas estas formas de violência vêm de longe: estão enraizadas nas mentalidades e nas desigualdades sistémicas de género.

Ler mais...